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segunda-feira, 14 de junho de 2010

E nem só em tempos de Copa


Dunga e todo mundo, aprendam: toda relação tem roupa suja para lavar. Se não tem, é porque alguém não está vestindo a camisa.

Redondo e oportuno comentário, vi no blog da amiga Pat Baldez

quarta-feira, 18 de março de 2009

Aos meus amigos

Obrigada por fazerem do meu Carnaval, do meu 20° aniversário e das férias mais aguardadas de toda vida dias fantásticos, alegres, engraçadíssimos e repletos de amor e felicidade. Sem vocês eu não sou ninguém, por isso levo todos aqui, dentro de mim, pra todos os lados. Daí, quando a saudade aperta, tal como um coelho na cartola de um mágico, basta tirar uma recordação bacana de dentro da cabeça pra começar a rir comigo mesma. Por ordem de reencontro:

Peixão: saiba que te tenho incrustada no meu coração como um bichinho de goiaba. Obrigada pelo intercâmbio de ideias mais que sintonizadas, pelo carinho e pelas gentilezas de sempre. Sutis, mas ao mesmo tempo tão escandalosamente comoventes, que continuam me surpreendendo, ainda que eu esteja “mais uma temporada” longe (e das quais eu sigo tentando aprender para repassar adiante).

Úrsula: meu orgulho! Adoro te ver cada vez mais determinada, sonhando alto, sem paredes em direção ao que te realiza. Amiga apaixonada pela vida, não tem medo de ser o que é: autêntica. Só ao teu lado não tenho medo de ser piegas, de me deixar arrebatar pela beleza de uma simples cebola (lembra como era linda?) em uma visita besta ao Carrefour.

Marilda: você não muda nunca, que bom! Sol da minha vida e de todos que te conhecem. Estar contigo me enche de uma energia que poucas pessoas nesse planeta sabem irradiar. Como se não bastasse ser tão iluminado, a dança te faz um bem enorme, nota-se pelo seu olhar (e pelos bracinhos bem torneados, hum!…). Sinto saudades de dividir casa com você até hoje…

Dalit: Mesmo nos falando diariamente via MSN, não há nada que se compare a estar contigo de "corpo presente": nossos assuntos, pala(vra)s ao vento, ideias desconexas (ou não) e opiniões sobre tudo o que nos interessa – absolutamente tudo. Obrigada pela disponibilidade infinita e por dividir comigo toda a sua sabedoria e curiosidade pelo mundo.

Garoto Verão 2009: como sempre um gentleman. Um carinho. Topa-tudo e topa todas, sem medo de ser e de fazer todo mundo feliz. Adorei revê-lo, tão livre, leve e solto como você é…que o ano siga te presenteando com tudo o que você merece.

Brazil: você é mais minha amiga do que imagina, sabia? Tenho uma admiração profunda por você, já antiga, creio que já declarada. Adoro seu sorriso enorme e espontâneo, sua maneira prática de ver as coisas, sua alegria, sua presença, trocar impressões sobre a vida e o mundo na blogsfera, como penfriends da pós-modernidade. Vou tentar ser mais assídua.

Estrela-do mar: já adorava, mas agora parece que nos aproximamos ainda mais. Que surpresa boa te descobrir como amiga, tão querida e atenciosa! Obrigada pelo fluxo constante de informação e espero que vibremos em ondas cada vez mais sincronizadas. Piscianas rule!

Luciellen: bonequinha de luxxxo. Muito franca, muito doida… e muito lá-lá-lá pra esse povo tão folgado, né? Que delícia destilar veneno e finesse juntas, falar com mamãe sem perder a pose e dançar a noite inteira sem cansar nossas belezas! Sua atitude me faz falta, mulher-maravilha!

Santana: de você perdoo tudo, até a crônica ausência. Chego a me preocupar se você me manda algumas breves linhas (pra claro, ver que não era nada grave)… Justamente por ser tao relapsa é que eu te amo tanto! Que bom ver você demitida (só a gente entende, né?), namorando um cara legal e mais bonita do que nunca!

Leôncia: de todas as minhas amigas, só a você não faço absolutamente nenhum tipo de ressalvas (sorry as outras…). Considero virtualmente mulher-superior: sempre bem-humorada, bem resolvida, paciente com todo mundo, amiga das amigas, boa mãe… ainda que eu sinta saudades dos nossos velhos tempos de manguaça! Quando eu evoluir quero ficar que nem você.

Pitonisa: palhaça. Muito. Passamos boa parte dos nossos melhores anos aterrorizando juntas. Temos muitas histórias para relembrar e "dar mosh da torre" de tanto rir. Compartimos os vícios os mais inconfessáveis, os comentários mais afiados, as piadas mais maldosas... Culpa de um timing perfeito. Amiga, o tempo passa e não volta! Não deixe de se jogar pra vida…Pense nisso. Te amo!

sábado, 18 de outubro de 2008

Feliz

“Happy-go lucky”, último filme do inglês Mike Leigh, é simples, muito simples. Um continho sobre a felicidade, exatamente como informa o cartaz do cinema.

A estrutura do filme é a de um conto: uma história linear, um recorte da vida de Poppy, vivida por Sally Hawkins (prêmio de melhor atriz em Berlim esse ano), perfeita no papel. Poppy é uma garota de 30 anos, que vive com a namorada, Zoe, trabalha como professora primária e aproveita seu tempo livre para se divertir.

Um dia a bicicleta de Poppy, sua grande companheira, é roubada, e ela decide finalmente tomar classes de direção. O instrutor, Scott, é um cara durão e pessimista, muito diferente das pessoas de seu entorno. Apesar disso, ela não desanima e nem perde a própria vocação, de aceitar e amar os outros, sem perder o rebolado nas situações mais difíceis.

A primeira parte do filme tem cenas de humor de uma sutileza deliciosa, que injetam uma sensação de felicidade no espectador. Logo, a capacidade de Poppy de não perder a calma em nenhuma situação irrita um pouco, justamente porque sabemos como é difícil manter-se positivo e bem-humorado 24 horas por dia, todos os dias da semana. Poppy simplesmente não desiste: extrai néctar de qualquer ocasião, porque tudo, para ela, é aprendizado e oportunidade de exercitar sua crença na felicidade e na importância do amor como principal engrenagem do mundo.

Poppy entende (ou procura entender) todo mundo. Adora a irmã mais nova, às voltas com problemas típicos da sua idade, desconcerta Scott durante seus rompantes de amargura comovente, engaja-se pessoalmente na recuperação de um aluno problemático.

E se delicia com a banalidade da vida: não deixa de sorrir nunca. Pula na cama elástica como se fosse uma menininha, sente na alma a paixão do flamenco, que descobre por intermédio de uma amiga (uma das melhores seqüências do filme), diverte-se com a gravidez da outra irmã chatinha e até se envolve com um rapaz interessantíssimo, sem deixar Zoe (!).

Saí do filme pensativa, divagando sobre essa opção pela felicidade. É tão difícil aplicar constantemente um pouco de amor naquilo que fazemos, ter carinho sincero pelas pessoas com quem nos relacionamos. Um dos meus grandes objetivos na vida é me tornar uma pessoa cada vez melhor, não perder tanto a paciência com os mais velhos nem com os mais novos, ser tolerante com todos os pontos de vista, rir de qualquer situação mais embaraçosa.

Chego em casa e, ao ler o blog de minha amiga Patrícia (www.eufalocomestranhos.blogspot.com), vejo que não estou sozinha! Exatamente como Poppy, ela também quer tentar o sorriso todos os dias, pois vai que justamente hoje dá certo? Tinha também um pensamento que dizia que nossa atitude diante da vida deve ser a mais fluída possível. Como um rio, sem se desviar do curso da gentileza, da boa ação, da positividade. Não é porque fulano me respondeu de mau-humor que eu também devo fechar a cara, pelo contrário. Não podemos nos deixar abalar pelos obstáculos, nem nos sentir atingidos pessoalmente pelos "problemas" dos outros.

É mais difícil, mas também é mais gratificante tentar mudar o mundo, plantar todos os dias a sementinha do amor no que fizermos. Tudo se transforma. A vida sempre terá cor, mesmo nos momentos mais duros. Ser feliz é simplesmente fazer a sua parte no que diz respeito à harmonia do mundo e não se deixar afetar por aquilo sobre o que não se tem controle, nem se afastar do caminho do bem, mesmo nas horas mais dolorosas. Sempre poderemos fazer alguém abrir um sorriso, ou no mínimo refletir sobre sua própria maneira de encarar a vida. Podemos influir mais no mundo do que temos idéia. A existência, tão vaga mas ao mesmo tempo tão complexa, passa a fazer realmente sentido quando mergulhamos de cabeça na vida. Viver sem amar não é viver. E sem amor, eu nada sou.